Taxas de Transfusão e de Queda da Hemoglobina em Prostatectomia Radical Aberta ou Videolaparoscópica Realizadas no Hospital Getulio Vargas: a Experiência de um Programa de Residência
Palavras-chave:
Neoplasias da pro´stata, prostatectomiaResumo
Introdução: O câncer de próstata é a segunda neoplasia mais frequente nos homens. A prostatectomia radical é o tratamento mais realizado para homens com expectativa de vida maior de 10 anos. Esse tratamento pode ser feito por via aberta ou minimamente invasiva. Esta, que apesar de não trazer superioridade do ponto de vista oncológico, trouxe vantagens como menor sangramento intraoperatório, menos dor pós-operatória e menor tempo de internação hospitalar. Avaliar e comparar a necessidade de transfusão sanguínea e a queda da hemoglobina (Hb) em pacientes com câncer de próstata submetidos a tratamento cirúrgico por prostatectomia radical aberta ou videolaparoscópica, no hospital Getúlio Vargas (PE), um serviço de residência médica.
Métodos: Estudo comparativo, de natureza transversal e descritivo. Através da análise de prontuários e dados da agência transfusional do Hospital Getúlio Vargas em pacientes com diagnóstico de câncer de próstata tratados cirurgicamente entre Janeiro de 2021 e outubro de 2022.
Resultados: A média da queda de hemoglobina do grupo tratado pelo acesso aberto foi de 3.5 com desvio de 1.99, já no grupo tratado por laparoscopia a média foi de 1.94. O p-valor foi de <0.001. Em relação ao índice de transfusão, três pacientes necessitaram da transfusão do hemoderivado, dos tratados por via aberta, representando 10.3%, do total de pacientes. Já em relação aos pacientes tratados por via laparoscópica, nenhum dos 82 pacientes necessitou de hemotransfusão.
Conclusão: Redução estatisticamente significativa da queda de hemoglobina e dos índices de transfusão nos pacientes submetidos ao tratamento com prostatectomia radical por via laparoscópica.
Referências
Siegel R, Ma J, Zou Z, et al. Cancer statistics, 2014. CA Cancer J Clin. 2014;64:9–29.
Instituto Nacional do Câncer (Inca- Brasil). ABC do câncer: abordagens básicas para o controle do câncer/ Instituto Nacional do Câncer José Alencar Silva; organização Mario Jorge Sobreira da Silva. 5ª ed. rev. atual. Rio de Janeiro: Inca; 2020.
Instituto Nacional de Câncer (INCA) José Alencar Gomes da Silva. Tipos de câncer. Rio de Janeiro: INCA; 2019. Disponível em: https://www.inca.gov.br/tipos-de-cancer.
Hemminki K. Familial risk and familial survival in prostate cancer. World J Urol. 2012;30:143. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/22116601/.
Bratt O, et al. Family history and probability of prostate cancer, differentiated by risk category: a nationwide population-based study. J Natl Cancer Inst. 2016;108(10)
Schottenfeld D, Fraumeni JF. Cancer epidemiology and prevention. 3ª ed. New York, NY: Oxford University Press; 2006.
Mottet N, Bellmunt J, Bolla M, et al. EAU-ESTRO-SIOG guidelines on prostate cancer. part 1: screening, diagnosis, and local treatment with curative intent. Eur Urol. 2017;71:618–29.
Wein AJ, Kavoussi LR, Partin AW, Peters CA. Campbell-Walsh Urology. 11ª ed. Philadelphia, PA: Elsevier; 2016.
Eastham JA, Auffenberg GB, Barocas DA, et al. Clinically localized prostate cancer: AUA/ASTRO guideline part II: principles of active surveillance, principles of surgery and follow-up. J Urol. 2022. Disponível em: https://doi.org/10.1097/JU.0000000000002758.
Gandaglia G, Sammon JD, Chang SL, et al. Comparative effectiveness of robot-assisted and open radical prostatectomy in the postdissemination era. J Clin Oncol. 2014;32:1419–26.
Ilic D, Evans SM, Allan CA, Jung JH, Murphy D, Frydenberg M. Laparoscopic and robot-assisted vs open radical prostatectomy for the treatment of localized prostate cancer: a Cochrane systematic review. BJU Int. 2018;121:845–53.
Sanches RS, Sanches BCF, Zaroni MZLDD, Costa Júnior JP, Ilias D, Rezende NS. Técnicas de prostatectomia radical ‒ aberta versus videolaparoscópica versus robótica assistida: resultados oncológicos e funcionais. Rev Fac Ciênc Méd Sorocaba. 2019;21(2):52-4. Disponível em: https://doi.org/10.23925/1984-4840.2019v21i2a2.
Sandhu GS, Nepple KG, Tanagho YS, Andriole GL. Laparoscopic prostatectomy for prostate cancer: continued role in urology. Surg Oncol Clin N Am. 2013;22(1):125–41.
Romero-Otero J, Touijer K, Guillonneau B. Laparoscopic radical prostatectomy: contemporary comparison with open surgery. Urol Oncol. 2007;25(6):499–504.
Mariano MB, Tefilli MV, Fonseca FLA, et al. Laparoscopic radical prostatectomy: 10 years experience. Int Braz J Urol. 2009;35:565–72.
Ficarra V, Novara G, Rosen RC, et al. Retropubic, laparoscopic, and robot-assisted radical prostatectomy: a systematic review and cumulative analysis of comparative studies. Eur Urol. 2009;55(5):1037–63.
Karl A, Buchner A, Becker A, Staehler M, Stief CG, Tritschler S. Perioperative blood loss in open retropubic radical prostatectomy - is it safe to get operated at an educational hospital? Eur J Med Res. 2009;14(7):292–6.
De Carlo F, Celia A, Giustacchini M, et al. Retropubic, laparoscopic, and robot-assisted radical prostatectomy: surgical, oncological, and functional outcomes: a systematic review. Urol Int. 2014;93(4):373–83.
Moran PS, O'Neill M, Teljeur C, et al. Robot-assisted radical prostatectomy compared with open and laparoscopic approaches: a systematic review and meta-analysis. Int J Urol. 2013;20(3):312–21.
Mitre AI, Reis LO, Rocha MA, et al. Laparoscopic radical prostatectomy: the learning curve of a low volume surgeon. Sci World J. 2013.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2025 Recet

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.