Perfil Epidemiológico e Resultados Funcionais Pós-Correção Cirúrgica de Fratura de Pênis em um Hospital Terciário no Nordeste Brasileiro
DOI:
https://doi.org/10.55825/RECET.SBU.0455Palavras-chave:
Doenças do pênis, Fratura peniana, Cirurgia ReconstrutivaResumo
Introdução: A fratura de pênis é uma emergência urológica rara, caracterizada pela ruptura traumática da túnica albugínea dos corpos cavernosos. A correção cirúrgica precoce é o tratamento padrão, associada a melhores desfechos funcionais. Contudo, há escassez de dados nacionais sobre os resultados após o tratamento operatório. Este estudo objetivou caracterizar o perfil epidemiológico e avaliar os desfechos funcionais após a correção cirúrgica em hospital terciário do Nordeste brasileiro.
Métodos: Coorte prospectiva realizada entre março de 2023 e dezembro de 2024, incluindo pacientes com diagnóstico clínico de fratura de pênis submetidos à cirurgia. Dados clínicos e perioperatórios foram obtidos por revisão de prontuários. Disfunção erétil, dor à ereção, deformidade peniana e queixas urinárias foram avaliadas seis meses após o procedimento por entrevistas estruturadas. Realizou-se análise descritiva.
Resultados: Cinquenta pacientes foram operados; 26 compuseram a análise final. A média de idade foi 42,3 anos, e 65,4% não apresentavam comorbidades. Relação sexual foi o principal mecanismo (84,6%). O tempo médio até admissão foi 10,8 horas e até cirurgia, 22,5 horas. Lesão unilateral do corpo cavernoso ocorreu em 65,4%, com lesão uretral em 34,6%. Observou-se baixa incidência de comprometimento funcional: disfunção erétil (3,8%), dor à ereção (15,4%) e deformidade peniana (11,5%), sem queixas miccionais. Complicações ocorreram em 19,2%, todas Clavien-Dindo I–II.
Conclusão: O perfil epidemiológico e os desfechos foram semelhantes aos de grandes séries. Estudos com amostras maiores e instrumentos validados são necessários para aprimorar a avaliação funcional.Parte superior do formulárioParte inferior do formulário.
PALAVRAS-CHAVES: Doenças do Pênis - Cirurgia Peniana Reconstrutiva – Doenças dos Genitais Masculinos.
Referências
Rodriguez D, Li K, Apoj M, Munarriz R. Epidemiology of Penile Fractures in United States Emergency Departments: Access to Care Disparities May Lead to Suboptimal Outcomes. J Sex Med. 2019 Feb;16(2):248-256.
Penson D.F, Seftel A.D, Krane R.J, Frohrib D and Goldstein I.: The hemodynamic pathophysiology of impotence following blunt trauma to the erect penis. J Urol, 148: 1171, 1992
Marco Falcone, Giulio Garaffa, Fabio Castiglione, David J. Ralph, Current Management of Penile Fracture: An Up-to-Date Systematic Review, Sexual Medicine Reviews, Volume 6, Issue 2, April 2018, Pages 253–260
Yapanoglu T, Aksoy Y, Adanur S, Kabadayi B, Ozturk G, Ozbey I. Seventeen years' experience of penile fracture: conservative vs. surgical treatment. J Sex Med. 2009 Jul;6(7):2058-63. doi: 10.1111/j.1743-6109.2009.01296.x. Epub 2009 Apr 28. PMID: 19453898.
Yilmazel FK, Sam E, Altay MS, Cinislioglu AE, Sam E, Delice O, Karabulut I. Surgical results in penile fracture: Our single center experience. Am J Emerg Med. 2021 Jun;44:184-186. doi: 10.1016/j.ajem.2020.08.073. Epub 2020 Aug 29. PMID: 33041121
Bıçak Y, Dede O. The Relationship Between the Time Until Penile Fracture Repair and Post-Operative Erectile Dysfunction. Ther Clin Risk Manag. 2025 Aug 11;21:1249-1258. doi: 10.2147/TCRM.S527293. PMID: 40822699; PMCID: PMC12356205.
Barros R, Hampl D, Cavalcanti AG, Favorito LA, Koifman L. Lessons learned after 20 years' experience with penile fracture. Int Braz J Urol. 2020 May-Jun;46(3):409-416. doi: 10.1590/S1677-5538.IBJU.2019.0367. PMID: 32167705; PMCID: PMC7088490.
Mercado-Olivares F, Grandez-Urbina JA, Farfan-Daza G, Pacheco-Sauñe J, Nuñez-Bragayrac L. Case Report: Double penile fracture. F1000Res. 2018 Nov 21;7:1828. doi: 10.12688/f1000research.16452.2. PMID: 31543948; PMCID: PMC6733384.
Senel S, Gultekin H, Ozgirgin G, Boyaci LI, Biyikoglu M, Ceviz K, Arabaci HB, Uzun E, Koudonas A. Long-term outcomes and risk factors for erectile dysfunction and penile curvature after surgical penile fracture repair. Int J Impot Res. 2025 Aug 2. doi: 10.1038/s41443-025-01146-y. Epub ahead of print. PMID: 40753121.
El-Assmy A, El-Tholoth HS, Abou-El-Ghar ME, Mohsen T, Ibrahiem EH. Risk factors of erectile dysfunction and penile vascular changes after surgical repair of penile fracture. Int J Impot Res. 2012 Jan-Feb;24(1):20-5. doi: 10.1038/ijir.2011.41. Epub 2011 Aug 11. PMID: 21833008.
Yapanoglu T, Aksoy Y, Adanur S, Kabadayi B, Ozturk G, Ozbey I. Seventeen years' experience of penile fracture: conservative vs. surgical treatment. J Sex Med. 2009 Jul;6(7):2058-63. doi: 10.1111/j.1743-6109.2009.01296.x. Epub 2009 Apr 28. PMID: 19453898.
Zhu J, Tang Y, Zhu S, Kang J, Song W, Cui W, Yuan Y, Zhang Z, Peng J. Surgical outcomes in penile fractures: A single center experience in China. Heliyon. 2024 Sep 10;10(18):e37260. doi: 10.1016/j.heliyon.2024.e37260. PMID: 39347432; PMCID: PMC11437850.
Barros R, Schul A, Ornellas P, Koifman L, Favorito LA. Impact of Surgical Treatment of Penile Fracture on Sexual Function. Urology. 2019 Apr;126:128-133. doi: 10.1016/j.urology.2018.11.047. Epub 2018 Dec 31. PMID: 30605691.
Barros R, Silva M, Antonucci V, Schulze L, Koifman L, Favorito LA. Primary urethral reconstruction results in penile fracture. Ann R Coll Surg Engl. 2018 Jan;100(1):21-25. doi: 10.1308/rcsann.2017.0098. Epub 2017 Sep 15. PMID: 29022780; PMCID: PMC5838661.
Ahmed El-Assmy, Hossam S. El-Tholoth, Tarek Mohsen, El Housseiny I. Ibrahiem, Long-Term Outcome of Surgical Treatment of Penile Fracture Complicated by Urethral Rupture, The Journal of Sexual Medicine, Volume 7, Issue 11, November 2010, Pages 3784–3788, https://doi.org/10.1111/j.1743-6109.2009.01653.x
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2026 Mateus Alves de Araújo, Emmanuel Apollo de Macedo Ferreira , Danielle Andrade Mota , Ellyelson Américo de Sousa Silva , Sara Fontenele Pontes , Pedro Henrique Melo Queiroz , Oscar Maurício Oliveira Puentes, André Costa Matos Lima, Humberto de Holanda Madeira Barros

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Política de Direitos de Autor (copyright)
Licenciamento e Direitos Autorais
Os autores mantêm os direitos autorais (copyright) sobre seus manuscritos e sobre qualquer texto, figura ou outro elemento neles contido, em qualquer meio ou formato.
Ao submeter um manuscrito, os autores concordam em licenciá-lo sob a licença vigente da revista, permitindo a livre divulgação e o amplo reuso do conhecimento científico publicado.
Política de licenciamento por período:
- A partir de janeiro de 2025, a Re.cet adota a licença Creative Commons CC BY 4.0, que permite o compartilhamento e a adaptação do conteúdo para qualquer finalidade, inclusive comercial, desde que seja dado o devido crédito aos autores.
- Até dezembro de 2024 (vol. 12, n.2), os artigos publicados permanecem licenciados sob a Creative Commons CC BY-NC 4.0, que permite o compartilhamento e a adaptação do conteúdo exclusivamente para fins não comerciais, com atribuição aos autores.
Com a licença CC BY 4.0, qualquer pessoa tem liberdade para:
- Compartilhar — copiar e redistribuir o artigo em qualquer meio ou formato.
- Adaptar — remixar, transformar e criar a partir do material.







