Avaliação da Influência Climática na Prevalência de Urolitíase em Três Regiões Brasileiras
Palavras-chave:
Urologia; urolitíase; clima; fatores de risco; Brasil, urolitiase, aquecimento globalResumo
Introdução: Verificar se condições climáticas de determinadas regiões têm influência na ocorrência de urolitíase em sua população, a fim de estabelecer um perfil epidemiológico de urolitíase relacionado ao clima.
Métodos: Três regiões brasileiras foram escolhidas – Vale do Paraíba, Vale do Itajaí e Brasília. Depois, obteve-se a prevalência de urolitíase por 100.000 habitantes entre o período de 2010 e 2012 em cada uma dessas regiões a partir de dados de incidência coletados no Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde e a população dessas regiões obtida a partir do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. A partir desses dados, correlacionou-se a prevalência de urolitíase com a temperatura média e umidade relativa do ar de cada região, obtidas através do Instituto Nacional de Meteorologia.
Resultados: Para o Vale do Paraíba, encontrou-se uma prevalência de 125,2 casos/100.000 habitantes, temperatura média de 20,6ºC e umidade relativa do ar de 77,3%. No Vale do Itajaí, 81,5/100.000 habitantes, temperatura média de 19,5ºC e umidade relativa do ar de 85%. Já em Brasília, prevalência de 68,08/100.000 habitantes, temperatura média de 22ºC e umidade relativa do ar 65,8%.
Conclusão: Nas regiões estudadas, não houve influência direta do clima sobre a ocorrência de urolitíase, pois possivelmente outros fatores de risco relacionados à doença estão se sobressaindo sobre a temperatura média e a umidade relativa do ar dessas regiões.
Referências
2. Seitz C, Fajkovic H. Epidemiological gender-specific aspects in urolithiasis. World J Urol. 2013; 31(5):1087-92. Review.
3. Aparecida M, Baena C, Carvalho M. Tratamento da nefrolitíase: onde está a evidência dos ensaios clínicos? J Bras Nefrol 2016;38(1):99-106. Review.
4. Borghi L, Meschi T, Schianchi T, Briganti A, Guerra A, Allegri F, et al. Urine volume: stone risk factor and preventive measure. Nephron. 1999;81(suppl 1):31-7. Review.
5. Camargo MG, Furlan MM. Resposta fisiológica do corpo às temperaturas elevadas: exercício, extremos de temperatura e doenças térmicas. Revista Saúde e Pesquisa. 2011;4(2):278-88.
6. Parry ES, Lister IS. Sunlight hypercalciuria. The Lancet. 1975;10;1(7915):1063-5.
7. Türk C, Knoll T, Petrik A, Sarica K, Seitz C, Straub M. Diretrizes de Urolitíase. ;2012.289-326. Disponível em: http://portaldaurologia.org.br/medicos/wp-content/uploads/2017/06/369.pdf, acesso em dezembro/2019 8. Nascimento L, Sanchez G, Moniz R. O Impacto Climático sobre a Formação, Manifestação Clínica e a Terapêutica de Cálculos Urinários; 2019. Congresso Brasileiro de Urologia, 2019.
9. Soucie JM, Coates RJ, McClellan W, Austin H, Thun M. Relation between geographic variability in kidney stones prevalence and risk factors for stones. Am J Epidemiol. 1996;143(5):487-95.
10. Silva GR, Maciel LC. Epidemiologia dos atendimentos por urolitíase no Vale do Paraíba. Rev Col Bras Cir. 2016;43(6):410-15.
11. Strope SA, Wolf JS Jr, Hollenbeck BK. Changes in gender distribution of urinary stone disease. Urology; 2010;75(3):543-6, 546. e1.
12. Santos FM, Peres AK, Mandotti MR, Peres LA. Metabolic investigation in patients with nephrolithiasis. Revista Einstein (São Paulo); 2017;15(4):452-6.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2021 Recet

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.