Um Estudo de Ocorrência de Casos de Infecção do Trato Urinário em Pacientes submetidos a Procedimentos Cirúrgicos em Serviço de Urologia de Fortaleza-CE.
Perfil de sensibilidade antimicrobiana
Palavras-chave:
infecção do trato urinário, pielonefrite, uroculturaResumo
Introdução: A infecção do trato urinário (ITU) é definida como a invasão e multiplicação bacteriana nos tecidos do trato urinário. O agente etiológico mais comumente isolado das ITUs é a bactéria Escherichia coli. As drogas mais utilizadas por terem sensibilidade positiva as bactérias mais comuns são quinolonas, cefalosporinas e macrolídeos.
Objetivo: Estudar a ocorrência de casos de ITU em pacientes submetidos a procedimentos cirúrgicos no Serviço de Urologia do Hospital Geral Dr. César Cals (HGCC) no período de janeiro de 2015 a fevereiro de 2017.
Metodologia: Estudo descritivo analítico. Serão estudados os pacientes operados no serviço de urologia do HGCC no período de janeiro de 2015 a fevereiro de 2017.
Resultados: Das 211 uroculturas solicitadas, 78 foram positivas (36,96 %). Pacientes do sexo masculino apresentaram maior positividade de uroculturas (36,9 %). O microorganismo mais comum foi a Escherichia coli (41 %), sendo que 75 % apresentaram resistência a ciprofloxacino. A Klebisiella pneumoniae foi a segunda bactéria mais encontrada, tendo 73,3 % de resistência a ciprofloxacino.
Discussão: A maior incindência de ITU no sexo masculino nesse estudo deve-se a maior prevalência de cirurgias urológicas no sexo masculino e a idade mais avançada dos pacientes operados. Foram observadas altas taxas de resistência antimicrobiana as fluoroquinolonas e fracassos terapêuticos em relação a esses antibióticos, provavelmente devido à grande quantidade de prescrição dos mesmos e seu uso indiscriminado.
Conclusão: A taxa de ITU nesse trabalho mostrou-se semelhante a de outros estudos, tendo a E. coli como patógeno mais prevalente.
Referências
Dias IOV, Coelho ADM, Dorigon I. Infecção do trato urinário em pacientes ambulatoriais: prevalência e perfil de sensibilidade frente aos antimicrobianos no período de 2009 a 2012. Saúde (Santa Maria). 2015;41(1):209-18.
Lucchetti G, et al. Infecções do trato urinário: análise da frequência e do perfil de sensibilidade dos agentes causadores de infecções do trato urinário em pacientes com cateterização vesical crônica. J Bras Patol Med Lab. 2005;41(6):383-9.
Blatt JM, Miranda MC. Perfil dos microrganismos causadores de infecções do trato urinário em pacientes internados. Rev Panam Infectol. 2005;7(4):10-4.
Lopes HV, Tavares W. Diagnóstico das infecções do trato urinário. Rev Assoc Med Bras. 2005;51(6):306-8.
Naber KG. Treatment options for acute uncomplicated cystitis in adults. J Antimicrob Chemother. 2000;46(1):23-7.
Costa LC, et al. Infecções urinárias em pacientes ambulatoriais: prevalência e perfil de resistência aos antimicrobianos. Rev Bras Anal Clin. 2010;42(3):175-80.
Foxman B. Urinary tract infection syndromes: occurrence, recurrence, bacteriology, risk factors, and disease burden. Infect Dis Clin North Am. 2014;28(1):1-13.
Fihn SD. Clinical practice. Acute uncomplicated urinary tract infection in women. N Engl J Med. 2003;349(1):259-66.
Coelho F, Sakae TM, Rojas PFB. Prevalência de infecção do trato urinário e bacteriúria em gestantes da clínica ginecológica do Ambulatório Materno Infantil de Tubarão SC no ano de 2005. Arq Catarin Med. 2008;37(3):45-51.
Moreira P, Figueiredo A. Infecções urinárias de repetição do adulto. Acta Urol. 2006;23(2):85-92.
Hooton TM, Stamm WE. Diagnosis and treatment of uncomplicated urinary tract infection. Infect Dis Clin North Am. 1997;11(1):551-81.
Roriz Filho JS, Vilar FC, Mota LM, Leal CL, Pisi PCB. Infecção do trato urinário. Med (Ribeirão Preto). 2010;43(2):118-25.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2020 Recet

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.